Opinião: Intransigência de Panta provoca o caos em Santa Rita

06:52 Manno Costa 0 Comments




A manhã desta quinta-feira (1º) começou movimentada em Santa Rita, sob os efeitos do comportamento soberbo e intransigente do prefeito Emerson Panta (PSDB), responsável direto pelo movimento paredista, desencadeado pelos servidores na manhã desta quarta-feira (31).

Após diversas tentativas vãs de dialogar com o prefeito no sentido de sanar os problemas que tangem o funcionalismo, a direção sindical, representante das diversas categorias do serviço público municipal, reuniu o servidores em assembleia, no que referendou a aprovação da greve geral, deflagrada por todas as categorias do quadro do município.

Efeito direto da decisão, a ausência dos serviços teve reflexos diretos nesta manhã.

Exercendo seu pleno direito à greve, garantido pela Constituição Federal, os servidores obedeceram ao resultado da assembleia, soberana quanto às decisões de classe, e já não ocupam seus postos, mantendo os 30% do efetivo, exigidos pela mesmo lei que lhe garante o direito de parar suas atividades.

Do lado da gestão, Panta arregimenta sua tropa, escassa de argumentos, forçando temas já exauridos pela própria indiferença administrativa, marca do atual governo santarritense, optando pelo ataque aos servidores, acusando o movimento de ilegal.

Panta segue errando, e de propósito, quando se comporta como um menino rico e mimado, que não quer ser contrariado, bancando uma queda de braço com os funcionários, desnecessariamente, quando toda situação poderia ter sido evitada, caso o prefeito tivesse, tão simplesmente, parado seu andor, descido do pedestal e ouvido o que os representantes sindicais tinham para dizer.

Foi misturando gestão com política partidária, com um comportamento acusador e leviano, perseguidor e tirano, usurpador de direitos, que Panta pôs a perder a grande oportunidade que teve de dar início a um grande projeto, prometido na campanha de 2016, mas que foi esquecido assim que assumiu a cadeira do Poder Executivo canavieiro, quando revestiu-se de uma fantasia de absoluto e inalcançável, esquecendo o mais importante em todo o processo: a esperança que lhe foi depositada.

Talvez por nunca ter se misturado com a plebe, nunca ter precisado de ninguém, nunca ter que ter recorrido a serviços públicos, nunca ter dividido uma enfermaria com pobres mortais, nunca ter se alimentado com o famosos macarrão com sardinha servido no Enéas Carvalho, na década de 90, por nunca ter precisado transporte público para estudar nas caras escolas por onde passou, até seu curso de Medicina na Argentina, Vossa Alteza não entenda o que são prioridades, necessidades básicas, urgentes, na vida do cidadão comum.


Panta peca por prática, e põe uma cidade como Santa Rita, tão necessitada de tudo, à beira do abismo com menos de seis meses de governo, porque tem certeza e fixou isso na cabeça, que a prefeitura é um curral lotado de um gado oprimido, que vai aceitar as migalhas caídas da mesa grande, onde se farta na bela e rica Granja Pantanal, quanto a plebe rude da rainha canavieira sofrida acha bonito ser marcada com o ferro quente do “sinhozinho”, que foi criado pra mandar e ser obedecido.

E ai de quem pense em contrariar.

O grande problema é que Panta nunca entendeu das fissuras existentes na sua armadura, trincada e quase no chão, e que super poder nunca foi o forte dele.

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