Depois de dar início ao desmanche da Educação, Panta mira a Saúde e pode tirar SUS e insalubridade de quem está lotado(a) nas unidades interditadas de Santa Rita

07:15 Manno Costa 0 Comments



Como diz o antigo e atualíssimo ditado, 'depois da queda, o coice'.

E o servidor da Saúde ainda pagaria pela incompetência do governo em resolver os problemas da cidade.

Vamos aos relatos.

Depois de serem preteridos na hora de receberem seus salários atrasados junto à Sede, na última semana, quando a gestão municipal efetuou apenas os pagamentos da Educação e do Iprev, os servidores da Saúde podem estar prestes a sofrer um grave revés do governo do médico Emerson Panta.

Segundo uma fonte muito próxima ao chefe do Executivo santarritense, um movimento tímido, porém letal, começa a nascer e tomar corpo dentro da Saúde.

Um pelotão de comissionados e de servidores efetivos muito bem aquinhoados e acomodados dentro das hostes governamentais, foi destacado para desencadear a teoria de que o doutor pretende retirar a gratificação por insalubridade e a produtividade do SUS dos funcionários lotados nas unidades de saúde interditadas do município.

A 'timidez' do movimento se dá para sentir os efeitos do peso da medida na chamada "rádio peão", de onde se tiram sempre as primeiras impressões das consequências de medidas como a que está se ensaiando na Saúde.

Segundo a fonte, "se o doutor sentir nos 'boatos' que a classe não vai se rebelar, a ordem é começar a descer a caneta, segurar o dinheiro um mês e, no mês seguinte, repassar aos contratados que estão trabalhando", relatou.

"A categoria da Saúde é considerada omissa e resignada demais pela gestão, pelo fato de hoje ter um médico à frente da prefeitura. Pro doutor, é fácil demais dominar os servidores da pasta, por que eles são naturalmente subordinados a um médico. Diferente da Educação, que o doutor considera anarquistas e sem controle, por isso ele carrega na mão quando vai castigar, porque sabe que ali é pau, não tem acordo", garantiu a fonte.

Segundo as informações, a pretensão é seguir com a massiva propaganda insititucional, onde uma cadeia de veículos, pagos com os quase R$ 250 mil gastos por mês com Comunicação, divulgam diuturnamente os números repassados pela Secretaria de Saúde onde consta uma informação de funcionamento e normalidade na prestação dos serviços à população diferente da realidade, fazendo com que se economize esses valores pagos hoje e os repasse aos contratados da gestão, que seguem adentrando o serviço público mês a mês.

Depois de ocupar o noticiário ao plantar a notícia de que teria aberto 27 das 39 unidades de saúde de Santa Rita, Panta foi desmentido pelo CRM em rede aberta de televisão perante todo o Estado.

Como forma de amenizar a vergonha de ter sido chamado de mentiroso pelo CRM, o prefeito, na última semana, apresentou um documento de desinterdição do Padre Malagrida, no Tibiri 2, reformado, aberto e inaugurado desde Julho/2016.

Outro dado importante levantado por nossa fonte é que o doutor tem a plena consciência de que pode colocar a população contra os servidores "a hora que ele bem quiser e entender".

"Eles têm o discurso pronto. Pro Dr. Emerson, é como se ele tivesse descoberto a fórmula da pólvora. É claro como água. A agência manda ele falar, ele repete e ainda sai rindo. Tu precisa ver", relatou.

Para os servidores da Saúde, é bom ficarem de olhos bem abertos.

Já reza a lenda, "onde há fumaça"...

Panta tem dado demonstrações de que não está pra brincadeira quando o assunto é o serviço público.

A rebordosa pode vir. E a qualquer momento.

Ou a categoria se organiza ou Panta passa por cima, do mesmo jeito que está fazendo com as outras classes funcionais.

EM TEMPO

Na contramão da retirada de direitos, especialidade da gestão, o governo Panta saltou de 100 comissionados em janeiro, para 180 em maio, gerando uma despesa de R$ 281,5 mil para R$ 543 mil. 

Os contratados saltaram de 192 em janeiro, para 1.043 em maio, um aumento de 851 servidores, elevando o custo de R$ 258 mil para R$ 1,8 milhão. Um aumento de quase R$ 1,6 milhão, em apenas quatro meses, apenas com servidores contratados.

Segundo o Sagres, do Tribunal de Contas do Estado, só entre abril e maio, os números triplicaram. 

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