Números que assombram: em cinco meses, sem licitação, Santa Rita gastou mais com lixo do que Campina Grande, com uma população três vezes maior

06:44 Manno Costa 0 Comments



Os números são gritantes.

Nos cinco primeiros meses de 2017, ou seja, de Janeiro a Maio, Emerson Panta pagou pelo lixo de Santa Rita o equivalente ao que Romero Rodrigues pagou pela coleta de resíduos de Campina Grande, com uma população três vezes maior que a nossa.

Santa Rita possui 135 mil habitantes.

Campina Grande tem 405 mil habitantes.

Com a capacidade de produzir, ao mesmo tempo, três vezes mais lixo que Santa Rita.

Acompanhe os gastos dos dois municípios com a coleta de lixo, entre Janeiro e Maio deste ano:

CAMPINA GRANDE (405 mil habitantes):

- Aterro sanitário: R$ 2.442.821,00
- Light Engenharia: R$ 4.800.523,60

TOTAL: 7.243.344,60


SANTA RITA (135 mil habitantes):

- Aterro sanitário: R$ 1.138.012,98
- Geo Urbana: R$ 3.136.623,39
- Servcol: R$ 3.440.383,19

TOTAL: R$ 7.715018,66


Santa Rita gastou em cinco meses mais de R$ 1,7 milhão em relação a Campina Grande com um terço da sua população, só com coleta.

A coisa fica pior se levarmos em consideração que Santa Rita produz metade do lixo de Campina. É quando a situação complica.
               
Basta fazer o comparativo dos números dos gastos que as duas cidades fazem com o aterro sanitário e se perceberá facilmente que a Rainha dos Canaviais produz metade dos resíduos produzidos na Rainha da Borborema.

Para se entender, o lixo é "medido" e pago pelo peso, logo, pelos valores pagos se constata o tamanho da discrepância.

Sem levarmos em consideração os novos contratos que Panta fez no início de Junho quando superavitou em 50% os valores com as duas empresas já contratadas desde Janeiro, sem licitar absolutamente nada, elevando o gasto de Santa Rita com o lixo para mais de R$ 16 milhões, até o final do ano.

O erário santarritense vive de pagar o lixo mais caro da Paraíba, enquanto direitos são usurpados todos os dias, de servidores e da população, com seu acesso aos serviços públicos negado ou simplesmente ignorado.


Enquanto a cidade padece da falta do atendimento primário de demandas, os cofres sangram para agradar aos diversos interesses da gestão Panta, longe, bem longe, dos interesses da população.

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