Piada pronta: Na TV, auxiliar de Panta não consegue responder por que não paga os atrasados, não convoca os concursados, mas paga R$ 1,8 milhão a contratados

17:13 Manno Costa 0 Comments



Em mais um espetáculo do circo de horrores promovido por Emerson Panta e sua trupe, Santa Rita, foi de novo, exposta ao ridículo perante o Estado logo no início do dia.

Sem cumprir com obrigações básicas, desvirtuando a lógica da paridade, da isonomia e impessoalidade da administração pública, o que a população de Santa Rita assistiu, mais uma vez, foi um festival de leviandades de inverdades.

Logo de cara se desmascarou as mentiras suplantadas pelo poderio econômico da prefeitura com seus mais de R$ 3 milhões previstos para serem gastos até o final do ano com a Comunicação, onde Panta casa de batiza, achando que o cidadão e a cidadã santarritense vivem num mundo de alienação e dormência moral.

Coube à promotora Anita Bethânia da Rocha, da Curadoria do Patrimônio Público, no Ministério Público do Estado, em Santa Rita, desmistificar o mito dos porquês de não se chamar e nomear os aprovados no concurso público organizado pela edilidade no ano passado.

Segundo Dra. Anita, Panta e sua turma se utilizam do velho costume de apontar o dedo afiado na cara alheia e afirmar, levianamente, que o concurso foi fraudado.

“A informação já foi passada pra gente, extraoficialmente, pela Procuradoria do município e também pela Secretaria de Educação. Já oficiamos a Procuradoria pra que ela diga se ela realmente tá apurando (as tais fraudes), e se estiver que envie pra gente cópia desse procedimento pra que a gente tome ciência, porque ao Ministério Público até hoje não chegou nenhuma denúncia de fraude no concurso realizado. O que chega é que ‘há fraude, há fraude’. Em que consiste essa fraude?”, indagou Anita.

Respondemos, promotora: em mais uma mentira deslavada de Panta e sua gestão.


Na contramão do desmantelamento que o prefeito promove na máquina pública santarritense, os aprovados aguardam a convocação se perguntando que tipo de matemática Panta faz com seus pares, onde a convocação e nomeação, ato mais do que legal, desse concursados,  geraria um impacto mensal de R$ 200 mil na folha, quando Panta anda gastando 9 vezes este valor com sua república de comissionados cabedelo-pessoa-campinenses contratados e seus super-salários, sangrando os cofres da prefeitura mês a mês, deixando o servidor efetivo cada dia mais diante de uma situação de privação e penúria.

Estudos e auditorias fiscais independentes dão conta e comprovam que a gestão Panta saltou de 100 comissionados em janeiro, para 180 em maio, gerando uma despesa de R$ 281,5 mil para R$ 543 mil. 

Os contratados saltaram de 192 em janeiro, para 1.043 em maio, um aumento de 851 servidores, elevando o custo de R$ 258 mil para R$ 1,8 milhão. Um aumento de quase R$ 1,6 milhão, em apenas quatro meses, apenas com servidores contratados.

Segundo o Sagres, do Tribunal de Contas do Estado, só entre abril e maio, os números triplicaram.

Segundo Marileide Santos, integrante da direção sindical, o aumento da folha é crescente, o que desconstrói completamente o discurso do prefeito, inclusive, o de que obedecer aos planos de cargos e carreiras vigentes seria comprometer o erário além do que ele comporta, o que não cabe na cabeça de ninguém, lógico.

“Todo mês essa folha de pagamento tem crescido com cargos comissionados e contratados. Então, não vemos essa dificuldade financeira, uma vez que a folha cresceu muito. Com essa preocupação nós estamos fazendo denúncia ao Ministério Público. A gente teme que, além de não receber o que é de direito, essa folha atrase mais ainda com tanta contratação”, disse Leda.

Melhor parte da reportagem, entra em cena um personagem até então desconhecido da população santarritense, o pseudo-controlador do município, Diogo Mariz, o bode expiatório da vez.

Após as horas de chá de cadeira, dadas pelo Secretário de Comunicação, tomadas pela equipe da TV Cabo Branco em outras duas oportunidades quando vieram a Santa Rita e simplesmente foram desrespeitados pela gestão, Panta fez um “minha mãe mandou escolher” e acharam esta figura, ao nosso ver, pessoa de bem e que até pode ser um bom advogado, mas que mostrou que tudo quanto não entende nessa vida é da realidade de Santa Rita e de seus problemas.

De cara, num discurso muito mal ensaiado, Diogo Mariz desmente Panta e afirma que a gestão herdou R$ 21 milhões de salários atrasados, número ainda surreal e muito distante dos R$ 42 milhões que sopraram no ouvido do prefeito e ele, como bom papagaio que é, saiu reverberando mundo afora.

Um fiasco completo.

Depois, já perdendo a compostura com as encoxadas que levou da repórter Sílvia Torres, Diogo foi perdendo a postura de coluna ereta, a voz foi embargando, uns cacoetes foram aparecendo e ele, simplesmente, não respondeu às indagações que lhe foram feitas.

Um triste e fidedigno retrato da gestão instalada em Santa Rita e que não mostra, nem sob decreto real, o que danado estão fazendo ali.

Segundo o controlador, a promessa é que um cronograma seja feito para que os salários atrasados sejam pagos no segundo semestre e (pasmem!), de acordo com Diogo Mariz, é “ordem” de Panta receber a comissão de representação dos servidores.

“É uma determinação muito forte do prefeito receber (os servidores), as portas da prefeitura estão abertas”, segundo ele.

Ora, todos sabemos que o grande impasse nesta cidade se dá exatamente quando Panta se nega determinantemente a receber ou dialogar com a categoria para que se busque as saídas para a crise administrativa que a edilidade insiste em viver com os servidores.

Perguntado pela repórter sobre qual a necessidade de um volume vultoso, gasto com tantas contratações, quando o município tem concursados, que gastariam muito menos ao erário, a resposta foi a melhor.

Diogo chama a triplicação de contratações entre abril e maio de “contratações pontuais” e chega ao cúmulo de dizer que pagar R$ 1,8 milhão aos contratados é mais barato que R$ 200 mil aos concursados.

Tá sertu!

Segundo o eminente controlador, Santa Rita com seus mais de 135 mil habitantes teria “outro município dentro do município em número de servidores efetivos”, por isso a prefeitura não comportaria as novas nomeações efetivas.



Diogo, meu filho, o número de servidores efetivos, segundo o Sagres, é 2006.

De 2006 pra 135 mil é muito chão!!


Município dentro de outro?? A culpa, portanto, de Panta não convocar os concursados é dos servidores efetivos??

Me ajuda aí, meu velho.

Está claro que o controlador não faz ideia do que, de quem, de onde ou sobre o que está falando.

Para finalizar, perguntado sobre qual o prazo pode ser dado para a convocação dos concursados, Diogo diz que a gestão vai obedecer ao prazo de vigência do concurso, “ou seje”, dois anos.

Concursado em Santa Rita que quiser sonhar em trabalhar na prefeitura, jamais antes de 2018, segundo o controlador Diogo Mariz.

Como eu disse mais cedo no meu perfil do Facebook, se Diogo ao menos soubesse o nome da praça onde concedeu a entrevista, dava pra levar ao menos o “bom dia” dele a sério.

Pobre Santa Rita...

Assista ao vídeo com a reportagem completa do Bom Dia Paraíba, desta quarta-feira (12), e tire suas próprias conclusões.


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