ARQUIVAMENTO DE AIJE: Parecer do MP Eleitoral restabelece a verdade, leva estabilidade e faz justiça com o povo de Santa Rita
Não é segredo para ninguém que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o prefeito de Santa Rita criou, desde o início, um ambiente carregado de expectativa. Nos bastidores, alguns agentes políticos chegaram a alimentar com entusiasmo a possibilidade de afastamento do prefeito e do vice, apostando que a eventual cassação da chapa abriria caminho para uma mudança repentina no comando do Executivo.
Esse clima não ficou restrito ao campo jurídico. Produziu efeitos reais. Houve movimentações, rearranjos e até aproximações improváveis entre antigos adversários. Em muitos momentos, Jackson Alvino foi tratado por setores da oposição como um prefeito politicamente fragilizado diante do peso da ação.
O parecer do Ministério Público Eleitoral pelo arquivamento do processo caiu como um balde de água fria nesse roteiro que vinha sendo ensaiado. Mais do que um movimento técnico, a manifestação do órgão muda o eixo da narrativa política na cidade. Ao recomendar o arquivamento, o MP Eleitoral restabelece a verdade dos fatos, contribui para a estabilidade institucional e, sobretudo, faz justiça com o povo de Santa Rita, que precisa de previsibilidade para que a gestão avance.
Quando o MP aponta ausência de elementos para sustentar a ação, não enfraquece apenas a tese jurídica dos adversários. Reposiciona o prefeito no tabuleiro político. E isso, em Santa Rita, tem impacto direto.
A instabilidade política nunca é neutra. Ela contamina a gestão, trava decisões e gera insegurança administrativa. A permanência do prefeito no cargo, diante desse novo cenário, tende a preservar a continuidade de políticas públicas que começaram a ganhar corpo desde o primeiro ano de mandato.
Há ações em andamento na infraestrutura, no desenvolvimento social, na educação e na saúde que já reverberam neste início de 2026. Políticas públicas precisam de previsibilidade para maturar e entregar resultados, e esse é um ponto que parte da oposição preferiu ignorar ao longo de 2025.
O que se viu nos últimos meses foi, em muitos casos, um verdadeiro show de aberrações políticas. Antigos adversários, e até inimigos históricos, passaram a dividir o mesmo campo, unidos menos por afinidade e mais pela expectativa de uma queda do prefeito. Era uma aliança movida pela oportunidade.
Com o parecer pelo arquivamento, esse castelo de expectativas começa a perder sustentação.
A oposição, que em diversos momentos pareceu apostar em atalhos para chegar ao poder, volta a encarar o caminho mais clássico da política: a disputa no voto. E isso muda o tabuleiro.
Jackson Alvino sai desse episódio politicamente mais forte. Sobrevive a uma ofensiva que gerou grande expectativa e passa a ocupar posição mais central no jogo local. Na política, percepção de força atrai movimento. Não será surpresa se, a partir de agora, começarem reaproximações e rearranjos entre grupos que até ontem apostavam no seu enfraquecimento.
Santa Rita entra, portanto, em uma fase mais voltada à consolidação administrativa. O jogo político continua aberto, mas uma coisa parece clara: o roteiro imaginado por muitos adversários precisará ser reescrito.


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