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MAIORIA REAL E SÓLIDA: Jackson recompõe base na Câmara “100% integrada ao projeto”



Chegou a hora de separar os meninos dos homens. Jackson quer uma base forte, coesa e que defenda seus projetos na Câmara.


Na política, há momentos em que não cabe mais ambiguidade. Ou se está dentro, ou se está fora. E os fatos recentes na Câmara Municipal de Santa Rita deixaram claro que esse divisor de águas finalmente chegou.


Diante das circunstâncias que se tornaram visíveis para todos, especialmente no que diz respeito ao vereador David Santana e outras figuras do Parlamento municipal, o cenário político mudou de forma objetiva. Não se trata de leitura subjetiva, nem de interpretação conveniente. Os acontecimentos falaram por si e escancararam uma realidade que já vinha sendo empurrada para debaixo do tapete.


Quando vereadores que até então se diziam integrantes da base do governo se colocam prontos para votar pela derrubada de um veto do Executivo, em total desacordo com a orientação da liderança da bancada, o recado é cristalino. A partir desse momento, não há mais espaço para o discurso de neutralidade ou de independência seletiva. A postura adotada os coloca, por escolha própria, no campo da oposição.


E aqui é preciso ser honesto. Política também é reciprocidade. Apoio não se sustenta apenas em discursos, fotos ou conveniências momentâneas. Apoio se constrói com lealdade institucional, coerência e compromisso com o projeto que foi apresentado à população nas urnas. Não é razoável exigir tratamento de aliado quando, no momento decisivo, a opção foi confrontar o próprio governo.


No caso específico do vereador David Santana, é importante pontuar com clareza. Todo o espaço político de que ele desfrutou foi construído dentro da gestão do prefeito Jackson Alvino. David sempre ocupou posições típicas de aliado, teve acesso, trânsito e participação no núcleo de confiança do governo e foi tratado como alguém integrado ao projeto administrativo.


Mais do que isso, dentro da própria gestão Jackson, o nome de David chegou a ser cogitado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social, em um cenário no qual a primeira-dama e secretária Fernanda Alvino poderia vir a ser escolhida como candidata a deputada estadual. Esse movimento demonstra o grau de consideração, confiança e prestígio que o vereador possuía no grupo político do prefeito.


Diante desse histórico, qualquer narrativa de exclusão ou perseguição perde força. O reposicionamento adotado pelo governo não é punição, é consequência. Com a permanência de dez vereadores no bloco governista, a gestão passa a operar com uma maioria simples, porém real, sólida e confiável. Sai de cena uma base fictícia, inflada por números que não se confirmavam na prática, e entra uma base menor, mas disposta a caminhar de fato e de direito na defesa do município e da administração do prefeito Jackson Alvino.


Governar não é acumular quantidade, é contar com qualidade política. É preferível ter menos parlamentares comprometidos do que conviver com uma maioria artificial, que na primeira encruzilhada vira as costas para o próprio projeto que diz apoiar. O tempo dos arranjos confortáveis parece ter acabado.


No fim das contas, o que está em jogo não é apenas uma votação ou um veto específico. O que está em jogo é a clareza de posições. Cada vereador fez sua escolha. O governo apenas reagiu a ela, dentro da lógica mais elementar da política. Parceria se constrói com quem caminha junto. Quem decide atravessar a rua não pode reclamar quando deixa de ser tratado como aliado.

Sobre Manno Costa

Jornalista e radialista. Editor executivo do portal News Paraíba. Cursou Comunicação Social na UFPB. Iniciou sua carreira profissional em 1999.

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